Adolescência, uma fase de oportunidades

March 9, 2011

Por: JOSEYLTON GONÇALVES SANTANA
IDADE: 15
ESTUDANTE DO 3º ANO DO ENSINO MÉDIO
MALHADA DE PEDRAS – Brasil

 A adolescência é a fase mais delicada e difícil do ser humano. É nela que se adquire o senso crítico de um determinado assunto e também o interesse de querer correr atrás dos seus sonhos e objetivos.

É nesta fase da vida que surgem as várias oportunidades para que o adolescente deixe de ser um “aborrecente” e encare a vida com todos os seus desafios. Um adolescente com mais apoio e acima de tudo uma boa educação tende a obter várias conquistas e, conseqüentemente, um trabalho digno e plausível na sociedade.

Além do adolescente estar sempre persistindo, ele deve sempre contar com o apoio da família e de outras pessoas que sejam próximas para lhe fortalecer diante de toda precipitação, que aliás é um grave defeito dos adolescentes nos dias de hoje.

Em boa parte das cidades do interior dos estados brasileiros, encontra-se muitos jovens em situações desfavoráveis e preocupantes mediante a sociedade. O governo que também já se mobilizou em relação a esta causa implantou o programa “PROJOVEM ADOLESCENTE” que acolhe jovens de quinze a dezessete anos de idade de famílias de baixa renda com o objetivo de socializar o jovem. Esta realidade vem mostrando bons resultados, ajudando o adolescente a enfrentar os seus medos e se aproximar do mercado de trabalho.

Dessa forma, para conseguir superar toda esta situação, o adolescente deve começar a andar com as suas próprias pernas e só assim conquistar um lugar permanente dentro da sociedade.

 LACVOX

ADOLESCÊNCIA, UMA FASE DE OPORTUNIDADES

March 4, 2011

Por: HÉRICA DE SOUZA ARAÚJO
IDADE: 13 ANOS
ESTUDANTE DO 1º ANO DO ENSINO MÉDIO
MALHADA DE PEDRAS – Brasil

A adolescência é uma das etapas mais marcantes de nossas vidas. Além disso, é uma fase de muitas e de grandes oportunidades. Cabe a cada um saber aproveitar esses benefícios, recebendo o auxílio da família e das autoridades que ajudam os adolescentes a se decidirem. Atualmente, vem sendo discutido as vantagens que os adolescentes possuam em diferentes áreas como na saúde, na educação, na proteção, dentre outras. Cada um desses itens tem um objetivo e uma atuação distinta.

A saúde é uma questão em que se pode encontrar menos apoio direcionado ao atendimento dos adolescentes. Não se possui uma área específica para se tratar da saúde adolescente atualmente, principalmente aqui em Malhada de Pedras, que é uma cidade pequena, onde ainda se tem que avançar muito na questão da saúde, mas não somente aqui, e sim, em todo o Brasil. Há uma necessidade de se criar uma área destinada ao adolescente, trazendo um grande avanço e uma grande melhoria em todo país.

As áreas em que a adolescência mais encontra auxílio é na educação e na proteção. Hoje em dia, existem vários programas do governo que possibilitam oportunidades de estudo, como as olimpíadas brasileiras das disciplinas de português, matemática, etc. Além disso, ainda temos o ENEM, que é gratuito para os estudantes e os vestibulares realizados por várias faculdades públicas do Brasil, sem falar dos cursos profissionalizantes e das bolsas de estudo que alguns adolescentes ganham.

Relacionado à proteção, o principal responsável é o Conselho Tutelar que conta com pessoas que tem o dever de acompanhar a vida juvenil, garantindo que o adolescente cresça saudável, estável, com boa educação e segurança.

Ainda existem órgãos e institutos específicos para responsabilizar-se também pelo desenvolvimento dos adolescentes. Basta apenas por realmente em prática todos esses benefícios existentes.

Além de todas as responsabilidades já apresentadas, também são debatidas questões bastante polêmicas como o direito de maiores de 16 anos votarem, pois muitos acreditam que nesta idade ainda não se tem maturidade suficiente para fazer uma escolha tão importante. Outra questão polêmica é se um adolescente pode ou não ser preso com menos de 18 anos. Muitas pessoas se dividem ao expor a sua opinião, porém, é certo que independentemente da idade, é necessário saber que os adolescentes são diferentes e nem sempre estão prontos para enfrentar os desafios sozinhos.

Adolescentes possuem direitos e deveres. Direito de estudar, de crescer com saúde e segurança. Entretanto, também existem os deveres, pois todos devemos cumprir com nossas obrigações, como zelar pelo patrimônio público. O essencial é que cada um saiba aproveitar todas essas oportunidades que a vida nos oferece, e não acabar jogando fora a chance de ter uma carreira promissora, pois isso é fato: o futuro do Brasil e a melhoria do lugar em que vivemos depende destes adolescentes, e cabe a todos auxiliar na construção pessoal dos mesmos. Devemos lutar e não desperdiçar as chances de ser alguém de sucesso no mundo. Aproveitar a adolescência que é uma fase de oportunidades e que não tem volta.

LACVOX

“¡HARTO, CANSADO Y HASTA UN POCO AGOBIADO!”

March 1, 2011

Por: Ana Cristina Hernández Miranda, Karen Alba Hernández y Mariela Alejandra Ruiz Alcántara.
25 de febrero 2011
México
LACVOX

Uno de los mayores problemas que se ve reflejado en la adolescencia ennuestra sociedad es el estrés. Éste aparece en los adolescentes que se encuentran en situaciones peligrosas o agobiantes y no saben cómo manejarlas. Éstas circunstancias van desde frustraciones de la escuela, autocompasión, cambios corporales, problemas con amistades, vivir en un lugar amenazante, problemas con los padres o familiares, tener muchas presiones o por problemas económicos en la familia. El estrés juvenil aparece como carga adicional y no aporta una solución, sino que por el contrario la complica; se debe tratar en forma debida, ya que en caso contrario puede causar ansiedad, timidez excesiva, agresividad, algunas enfermedades y algunas veces puede hacer que el adolescente recurra al uso de drogas o alcohol.

Puede llegarse a creer que éste problema es exclusivamente de personas adultas, sin embargo es importante saber que también se presenta constantemente en los adolescentes y los padres deben aprender a darse cuenta de que su hijo está pasando por esta situación, ya que se puede convertir en un problema mayor. El estrés se acompaña de síntomas físicos tales como la agitación, aceleración de los latidos del corazón, síntomas digestivos, etc.; lo que hace que sea más fácil la detección de esta enfermedad, pues puede confundirse con cualquier otro malestar.

Las formas más efectivas de disminuir el estrés en el adolescente son: haciendo ejercicios y comiendo con regularidad, disminuyendo el consumo de cafeína, evitando el uso de drogas y alcohol, respiración abdominal y técnicas de relajación de músculos, calmando sus actitudes, analizando profundamente las situaciones que los afectan, delegando responsabilidades, evitando auto compadecerse y buscando opiniones sobre actitudes que considera “poco productivas”.

Los adolescentes deben manejar el estrés con la educación y la cultura, deben impedir que las emociones condicionen su vida, aun cuando sea una situación muy difícil ya que somos seres emocionales y racionales.

La mejor manera de ayudar a un adolescente con estrés es apoyándolo para que acepte que está pasando por una situación de esta índole, ya que es el primer paso para superarlo, esto requiere de paciencia, y mucha comunicación. Deben hacerles ver que están para ayudarles y comprenderles y que pueden confiar en ellos. También es bueno intentar ayudar a identificar la causa de su estrés y hablar sobre cómo aliviar la situación, así se podrán fijar objetivos realistas para rebajar la presión.

Finalmente es importante señalar que la mejor forma de combatir el estrés es a través de la diversión, buscando alguna actividad que puede ayudarle a olvidar por un momento sus problemas. El deporte es una magnifica manera de luchar contra el estrés; pero lo más importante es apoyar en todo momento al chico con éste problema.

Por otro lado, cabe destacar que es imprescindible que el adolescente reciba el apoyo y la atención de su familia, pues la convivencia familiar suele aliviar muchos pesares que afectan a las personas en la etapa de la adolescencia; en caso de que un joven que atraviese por esta enfermedad sin sentir alivio alguno, es recomendable que busque ayuda psicológica la cual garantiza su bienestar trabajando en conjunto con el resto de las actividades que ayudan a aliviar este mal.

Mariel, Cristy y Karen tienen 17 años y ganaron el Concurso LACVOX 2009 -Mejor reportaje escrito 15-18 años

I found me… through the eyes of an adolescent – Part two

March 1, 2011

THROUGH THE EYES OF AN ADOLESCENT-Part two
By: Alexis
Youth Media Guyana
LACVOX

 As a child I worry about my future. I want to do better in school, to get high marks at my examinations so that I can get a good job when I grow up. I want to become a doctor or a teacher so I can help others, but sometime I think it can be so hard to get what you want.

Some of the problems I see in my community are violence and unemployment. Also a lot of girls are getting babies at an early age.

After school some boys like to be in groups and if they have a problem with another boy, they would wait for him after school so they can fight. I don’t think that is safe because one of them can get hurt or die. They use sharp objects like scissors, icepick or broken glass bottles to hurt each other. Why do boys always like to fight.

I think children should be more involved in sports, cultural events and concerts. We have a lot of talent too. We can sing, dance, do poetry, play instruments and many more things. We should also have more opportunities in sports to reach the highest level. One day I would like to see more Guyanese participating in the Olympics.

Another area is that a lot of children get sick and have to go to other countries to get better. I would like them to get the best treatment right here in Guyana so they don’t have to go far away or raise a lot of money for the treatment. Sometimes they have go on television with their parents asking people to give money. That is very sad.

Guyana is a nice place to live and children get to go to school and play, but I think people need to listen to us some

more and hear what we have to say. I have a big family and lots of friends and I like going to school, but I think our school needs to be bigger, have better furniture and nice room for our teachers to be comfortable. That would make me happy.

 Alexis – 10 years

——-

UNICEF for Latin America and the Caribbean, promotes the LACVOX regional network of networks for adolescent communicators. It encourages adolescent participation within the region as a right stipulated in the Convention on the Rights of the Child. The network promotes the strengthening of the capabilities and knowledge of its children and adolescent members.

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I found me…. through the eyes of an adolescent – Part one

March 1, 2011

I Found ME – part one
By: Frank Robinson and Cheyanne Forde
Youth Media Guyana
LACVOX

Michera Marsh is an upbeat, friendly and bright young lady. Her bright smile and outlook on life belies a history of betrayal, hurt and uncertainty. Having worked with her in a recent teen programme, I feel compelled to share her experiences, which mirrors that of many other adolescents in many rural areas.

 Michera comes from the Ancient County of Berbice, a village called “Kingely”. At 18, she already has two children; ages two and one. Michera had lost her mother at a very young age and even though her father did a good job of raising her, she believes that if she had a mother figure in her life things would have been a different. “Growing up without a mother was hard because I never had anyone to talk to about life and things like that. I mean, I had my father and brothers but they were “males” and they had different views,” she recalled. “I think this is the main reason why I had sex so young and so on.”

 While attending school Michera and her best friend (at least she thought the girl was her best friend) were inseparable; they did a lot of things together. One day Michera, her friend and her friend’s boyfriend were hanging out at the friend’s home, when her friend’s boyfriend forced her to have intercourse with him.

 Rumors began, Michera was teased and humiliated in school and not having the strength to deal with the constant bombardment she decided to drop out of school. Her ability to trust people was also broken, the experience changed her.

“I couldn’t take it; everybody had something to say…and it was really stressful for me. It was around this time that I met my children’s father.”

 Like many of the girls in the village Michera’s “children father” is older than her and it was someone she looked up to, someone who cared for her when others did not. Still the thought of getting pregnant did not cross her mind. “When I found out I was scared because I didn’t know what to do, but my fiancé was always supportive.”

 Her father and brothers however were not, in her words they “turned their backs” on her. She had embarrassed them. This made her feel even worse. Michera later decided to confront one of her brothers to tell her side, what she was going through. She told him of the pain of losing their mother and having no one checking to see how she was coping. She described the hardships of growing up without a parental figure to nurture her and help her in the tough times. To her brother this was a revelation. He was shocked. He confessed he was focused on himself and other things, and that he had no idea what was going on.”

 This was the point that influenced her entire family, they reconciled and today they support Michera wholeheartedly. The support of her family and her fiancé did not mean that things got better for Michera. Life was still very challenging to say the least – there are limited jobs available in Berbice and even less if you are unqualified. It was not easier when her second child was born.

 Living with her father, brothers, children and child father Michera wondered what could be done to improve her life.

“Even though my children’s father is taking care of us I wanted to do something because sitting at home doing nothing was not right. So when I heard about the Continuing Education Program for Teen Mothers and Pregnant Teens I thought that is would be a good thing for me to get into.’ she said’

 Michera soon recognized the benefits of the program, but was still hesitant because of her academic background and what may be required of her. She nevertheless persevered. According to her the program has exceeded all expectations. She is always excited to do both academic and skills training, it keeps her active and teaches her skills she never thought could be possible for her.

 “When they give us work to do. I go home and prepare my files and work hard to understand the stuff they give us. I get excited and can’t wait for Saturday to come around so I can go to classes! It makes me feel good.”

 Michera would like the program to continue but more than anything she would like to see the certificate that would be handed out at the end of the program be accredited so the young women could use them to become employed. She also believes that there should be a mentorship programme in the community where adolescents (both boys and girls) can talk to someone, be counselled and generally get advice that sometimes parents cannot give.

 For Michera, only time will tell if these things will be a reality but one thing is for certain Michera McDonald is well on her way to achieving the life that she truly deserves and has added her voice to those calling for better opportunities for adolescents.

 Frank Robinson and Cheyyanne Forde
16 years

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Mi preocupación por el cambio climático y la protección del medio ambiente

February 28, 2011

Por:Wendolyn Mugartegui Astorga
México
LACVOX

Hola, mi nombre es Wendolyn Mugartegui Astorga, tengo 17 años y soy originaria de México. Vivo en una pequeña isla llamada ciudad del Carmen, que se encuentra al sur de México en el estado de Campeche.

Cuando era niña me gustaba mucho pasar por el puente porque podía admirar a muchos delfines, los delfines son uno de los animales que más me gustan porque son lindos, inteligentes, y tiernos. Era muy hermoso verlos saltar y siempre me emocionaba, sin embargo hoy en día al pasar por ese mismo puente es triste, porque esos hermosos delfines ya no abundan, ahora es muy raro ver a un delfín, por lo que mi experiencia resulta más emocionante que antes, ya que tal vez ese sea el último delfín que vea.

Me preocupa que algún día pase por ese puente y no vea más a esos lindos animales danzando en el mar como solían hacerlo antes, que solo encuentre barcos estacionados tirando basura y líquidos tóxicos en el mar. Es por eso que me preocupa lo que pasa en mi isla. Hace poco leí en una revista que se han encontrado residuos de petróleo en las playas, debido al desastre ambiental que sucedió el pasado 22 de abril del 2010 en el golfo de México, tras el terrible derrame.

Cientos de kilómetros de playas han sido infestados por el petróleo, sumando a ello la inconsciencia de los pescadores al no respetar el tiempo de veda de los animales. He observado y escuchado en las noticias locales que han encontrado delfines muertos a la orilla de la playa con marcas de redes.

Hasta el momento es imposible cuantificar la magnitud del impacto ecológico que causan los derrames de petróleo, Y la cantidad de animales marinos que han muerto, al caer en las redes de los pescadores contando a las miles de aves que diariamente atraviesan el golfo de México y que muy pocas logran llegar a su destino.

Wendolyn fue embajadora climatica de Mexico en COP16

Adolescência: uma fase de oportunidades

February 25, 2011

Por: Grace Araújo de Carvalho
LACVOX
Brasil 

LACVOX-2010, Grace Araújo de Carvalho

Drogas. Alcoolismo. Gravidez na adolescência. Abuso sexual. Erotização precoce. Preconceito. Violência doméstica. Abandono escolar. Bullying. Perda de valores. Transtornos alimentares. Abandono. Exploração sexual de crianças. Educação de má qualidade. Pobreza. Um grito de socorro.

Quando os governantes olharão com mais atenção para os jovens? Até quando as pessoas ousarão em desrespeitar os direitos destes, que são a esperança e o futuro da humanidade?
Erleide Lins da Silva: “Alex de três meses nasceu em cativeiro, sua mãe com 16, se prostitui desde os 11. Até os cinco meses de gravidez teve de vender seu corpo.”
Creuza Santos de Jesus: “Já fui gente, hoje não sou ninguém.”
Trechos retirados do livro “Meninas da Noite”.

Adolescência: uma fase de oportunidades. É com esse tema que a UNICEF lança, nos quatro cantos do mundo,o relatório Situação Mundial da Infância 2011. Em meio a tantos problemas climáticos, ambientais, políticos e sociais que fazem parte desse emblemático início do século XXI, a situação da criança e do adolescente pode passar despercebida. Embora os meios de comunicação e as redes sociais venham contribuindo consideravelmente para reverter essa situação, a mídia é um dos principais fatores que corrompem os adolescentes. O descaso da população ainda é gritante. Você já se perguntou se aquele café que você tomou hoje não foi colhido por crianças que sofrem de exploração de mão-de-obra infantil? Ou quantas crianças e jovens, nesse momento, estão vendendo suas vidas em troca de alguns centavos humilhantes? Quantas crianças foram abusadas sexualmente ou agredidas em seus lares? Quantos jovens perderam de ter um futuro brilhante pelo mau investimento na Educação? Já imaginou que aquele menino que te rouba hoje, se tivesse recebido uma boa educação e não tivesse sofrido pela pobreza estridente, poderia salvar a sua vida, ao invés de tentar tirá-la? Uma infância saudável é a base para uma vida de progressos. O primeiro contato educacional das crianças é com a família. Crianças possuem o hábito de refletir ações dos familiares.

É a fase de aprendizado crucial. O acompanhamento dos pais é fundamental. “De todas as reflexões e estudos sobre infância e adolescência, se alguma coisa pode ser mais ou menos consensual é que, crescentemente, as crianças estão mais sozinhas ou mais na convivência com seus pares da rua do que no seio de suas famílias. O pai, a mãe, ou qualquer outra figura de ligação familiar está se tornando rarefeita.” Ballone GJ – Depressão na Adolescência.
Para as Nações Unidas,os adolescentes são os indivíduos de 10 a 19 anos de idades. A adolescência é uma época de fortes transformações na vida mental do ser humano, uma época de desafios que deve ser tratada como prioridade. Além disso, são mudanças de necessidades, físicas, ideológicas, comportamentais, que requerem um pouco a mais de atenção dos familiares, orientadores e em geral, do governo. A segunda década da vida dos seres humanos nada mais é que a construção da sua identidade.
A realidade muda nos diferentes continentes, mas quando se trata da adolescência, existem precariedades comuns ao que se diz respeito ao assunto. As crianças e os adolescentes brasileiros, por exemplo, sofrem constantemente com as violações de seus direitos, expondo-se à pobreza, à desigualdade social e à iniquidade no País.

Carolina Favero, estudante de Design do Instituto Federal de Santa Catarina, comenta sobre a realidade dos jovens de sua região: “Vivo em Florianópolis, capital, cidade turística, linda e muito bem falada em todos os lugares e na mídia. Meus poucos dezenove anos me fazem perceber as inúmeras disparidades na realidade dos jovens desta região. Numa visão generalista: os privilegiados e os ignorados. Filhos de pais influentes ou filhos de um Zé Ninguém. A questão é a seguinte: os primeiros, tudo podem. Têm acesso a o que quiserem e fazem o que lhes convém, sem medir consequências,
sem o mínimo de preocupação com quem não faz parte de seu ciclo de convivência. E o fazem não só por serem inconsequentes, mas porque assim lhes foi ensinado. Sabem que nada os punirá, e ainda, receberão um afago carinhoso de seus pais por cada besteira realizada. Por outro lado, os filhos de um qualquer aprendem cedo como funciona a vida real. Trabalham, estudam, ajudam os pais, e sabem que seus atos refletirão em consequências. Recebem uma educação de péssima qualidade, quando se fala em ensino público – sobram alunos, faltam professores qualificados, falta estrutura.”

“Ao invés de generalizar todos os adolescentes, podemos dividi-los em dois grupos: os que têm acesso à educação, seja ela precária ou não, e aqueles que não têm acesso.” Essa é a idéia do jovem Jhonathas Ramon Leal Fraga, estudante do terceiro ano do curso de Edificações do Instituto Federal de Sergipe. Para ele, a precariedade na educação ou a falta da mesma é um dos grandes desafios que o jovem enfrenta nos dias atuais: “Visivelmente o jovem que tem acesso à educação tende a pensar de forma diferente e ser mais forte nos tropeços e percalços da vida. A dificuldade para uma grande parcela de adolescentes é a não possibilidade de educação, ou ainda, possuir uma educação precária que, ao invés de auxiliar a mente em formação, criar barreiras.O jovem vive a construir sua própria identidade, sair em busca de seus próprios valores e modelo de mundo, demonstrando anseios e inquietações. O que define a sua busca e construção de vida é o que lhe é reservado, o que ele encontra no caminho que está percorrendo. Ao falar educação, fala-se de uma forma ampla. Uma educação que traga projetos de integração social onde o jovem possa se sentir participativo, ter um valor em meio à sociedade que não o entende. Esses projetos na escola possuem mais chances de dar certo, formando um ser preparado para o mercado de trabalho, princípio básico da educação escolar, e forte para enfrentar a sociedade e todas as dificuldades que lhe aparecera nesse caminho.”

O jovem Jonnathan Siqueira Ramos de 17 anos, catequista em sua Paróquia, relata uma triste realidade dos jovens de hoje: eles já não sonham. “Já tive inúmeras experiências com diferentes realidades de jovens. Há mais ou menos dois anos, embora ainda seja muito novo, participo de um trabalho para a evangelização de adolescentes, e pude notar que somente uma pequena parte destes têm um sonho de viver uma vida digna no futuro. Está claro, não importa se uma escola é menos favorecida do que a outra, os jovens perderam a doçura de sonhar e lutar por seus sonhos, contentando-se apenar com o que a vida lhe impõe a ser.”

Os jovens frisam muito bem o contraste social enfrentado por muitos adolescentes em todo o Brasil. Vale ressaltar as palavras dos mesmos quando se trata da educação e da falta de expectativa de vida e de sonhos. Frequentemente presencia-se a deficiência na formação dos alunos e a alarmante situação na qual se encontra boa parte da juventude. A educação abre as portas para as realizações da vida, fazendo com que de braços abertos as pessoas descubram um mundo diferente, cheio de oportunidades, de realizações e de vitórias, descobrindo que realmente podem fazer a diferença. Pequenas aves que olham ao longe o horizonte, podendo contemplar os pores-do-sol e suas vidas de outro ângulo quando aprendem a voar.

Todos os dias, a humanidade, especialmente os jovens, têm a oportunidade de mudar sua realidade. Enquanto uma parcela desfruta de avanços tecnológicos, bem-estar e de boa instrução escolar, outra não tem acesso à alimentação, saúde, segurança, e principalmente, educação de qualidade. Todas as crianças e adolescentes têm direitos que devem ser cumpridos. Mas isso não só depende deles.O Brasil, país com 190 milhões de habitantes, dispõe de recursos para mudar essa terrível situação, o que talvez seja escasso nessa nação, são pessoas com o propósito de mudar o mundo. Falta investimento, falta mais atenção, faltam oportunidades, falta mais educação em pleno século XXI, o século das transformações.
Enfim, até quando esperar?
“Sabemos que a realidade é um campo de possibilidades. E nós, humanos, somos agentes potencialmente capazes de transformar/melhorar/aperfeiçoar a realidade na qual vivemos. O passado e presente –da humanidade- tem dado prova inconteste disso. Na Educação, desenvolvida em diferentes espaços sociais (família, igreja, escola, trabalho etc.), os jovens podem aprimorar essa vocação inerentemente humana: a de mudar a eles mesmos e ao mundo/realidade que o cerca. A Educação pode servir-lhe de “bússola” para “guiá-lo” a conhecer o mundo e a conhecer a si nesse mundo. Embora não seja a única resposta para os problemas de crianças e adolescentes em todo mundo, a Educação -que incide sobre as vidas intelectual, afetiva, espiritual e social deles- é um passo firme rumo à soluções. Assim, educando-se, eles poderão, às vezes de modo irrepetível, transformar realidades”,propõe o mestre em Educação/UFBA e Pedagogo/UFBA do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe – Campus Lagarto, Fábio Kalil de Souza.

Questionado sobreo que poderia ser feito para melhorar a situação do adolescente no século XXI, e o que o mesmo poderia fazer em sua área de trabalho para mudar essas circunstâncias, o professor de física e mestre José Uibson Pereira Moraes apresenta a seguinte sugestão:“Para que a realidade mude, seria preciso uma reeducação da mídia, onde se procurasse promover valores que enriquece verdadeiramente a vida das pessoas, onde uma sociedade melhor pudesse ser construída e não que se promovam valores que enriqueçam ao capitalista selvagem. Mas pensar isso na sociedade atual talvez seja um absurdo, principalmente colocando isso pros meios de comunicação, é que eles interpretam como sendo censura. Acho isso um erro muito grande, onde a mídia passa a ser intocável. Revestida por um casulo sem valor. Diante de tal realidade, busco educar o adolescente numa formação não apenas técnica, mas principalmente numa educação de bons comportamentos e boas atitudes.”

A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida.

Lanzamiento de ONU MUJERES

February 24, 2011

«ONU Mujeres» fusiona cuatro agencias y oficinas de la ONU en una sola.

El 2 de julio de 2010, la Asamblea General de las Naciones Unidas votó por unanimidad la creación de un único organismo de la ONU encargado de acelerar el progreso en el logro de la igualdad de género y el empoderamiento de las mujeres.

La nueva entidad de Naciones Unidas para la igualdad de género y el empoderamiento de la mujer – ONU-Mujeres – ha fusionado cuatro de las agencias y oficinas del organismo mundial: el Fondo de Desarrollo de las Naciones Unidas para la Mujer (UNIFEM), la División para el Adelanto de la Mujer (DAW), de la Oficina de la Asesora Especial en Cuestiones de Género y Adelanto y el Instituto Internacional de Investigaciones y Capacitación para la Promoción de la Mujer (INSTRAW).

El 14 de septiembre de 2010 el Secretario General Ban Ki-moon anunció el nombramiento de Michelle Bachelet, ex Presidente de Chile,  en el puesto de Secretario General Adjunto de ONU-Mujeres.

ONU Mujeres comenzó a funcionar el 1 de enero de 2011.

Para mayor infrormación -> Lanzamiento ONU Mujeres

Crianças e Adolescentes – Vidas a Construir

February 23, 2011

Por: Cassiano Santana dos Santos

Brasil
LACVOX

LACVOX 2010 ,Rosana Rosa Siqueiro, Brasil

Sabe-se que o futuro está nas mãos daqueles que hoje são frágeis. Que vivem constantes mudanças e, por conseguinte, estão em claro processo de formação. São eles, as crianças e os adolescentes. De fato, é difícil escrever sobre estes dois grupos, que são aparentemente próximos, porém muito distintos. Assim sendo, dar-se-á ênfase a classe adolescente, do qual o autor, que humildemente expressa sua opinião neste pequeno relato, faz parte.

A educação, decerto, é o principal vetor de desenvolvimento de um país. Uma política de educação efetiva não só gera benefícios sociais, como também econômicos que refletem diretamente na vida das parcelas mais vulneráveis da população. E quando ao pensar em educação que isso não se restrinja aos poucos metros quadrados de uma estrutura educacional, mas todo o cenário que tange essa área e a garantia da mesma na vida dessas crianças e adolescentes.

LACVOX 2010, Rosana Rosa Siqueiro, Brasil

Segundo o UNICEF (2009), o Brasil vem demonstrando, atravésdo indicadores educacionais, uma melhora significativa nas condições deacesso, permanência, aprendizagem e conclusão da educação básica. Sendo que 70% dos municípios atingiram ou superaram as metas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica referente aos anos iniciais do ensino fundamental. Denota-se, então, frente a tal capacidade, que é possível universalizar o direito de aprender para todas as crianças e adolescentes.

No entanto, sabe-se que há diversos desafios a serem superados para atingir esse objetivo. Contudo, mostram-se grandes discrepâncias entre o cenário educacional brasileiro, aprofundadas pelas desigualdades étnico-raciais, regionais e socioeconômicas. Deficiências essas, que devem ser superadas através da aliança entre sociedade e governos, buscando uma unidade nos amplos espaços de atuação.

LACVOX-2010, Grace Araújo de Carvalho

As iniquidades do sistema educacional brasileiro se acentuam quanto ao acesso dos públicos mais vulneráveis – afrodescendentes, indígenas, quilombolas, crianças com deficiência e as que vivem nas comunidades populares dos centros urbanos – e que requerem, assim sendo, maior atenção, com políticas públicas mais efetivas. Muitas vezes, excluídos às margens da sociedade, tais públicos, vivem sem nenhuma perspectiva de vida, abstendo sonhos, objetivos e expectativas. Vivendo conformados com a realidade imprópria que lhes foi imposta, cujas raízes se encontram no modo de produção excludente e altamente competitivo que devasta e oprime as esperanças de um povo.

Devem-se focar as políticas públicas perante o governo e a responsabilidade da própria sociedade na resolução de tais problemáticas. Garantir que as crianças e os jovens possam viver plenamente e se desenvolver num ambiente saudável que lhes conceda uma plataforma ampla para construção de um futuro benéfico. Crianças e adolescentes com rostos, vidas, anseios, histórias, sonhos, esperanças, desejos; crianças e adolescentes com direitos a adquirir e uma vida a construir.  

 BIBLIOGRAFIA:

UNICEF. Situação da Infância e da Adolescência Brasileira 2009 – O Direito de

Aprender: Potencializar avanços e reduzir desigualdades. Brasília-DF: UNICEF, 2009.

Regional adolescent communicators network

February 23, 2011

LACVOX MANIFEST

  VISION

We are a network full of life, powerful and united, we are structured to exchange experiences between countries and engage as a team which shares information and communication with the strength of a single voice, with the power of friendship. Together we will make LACVOX strong.

MISSION

We want to perform as one voice that will help change people’s lives, the way adults think about children and adolescents; this is what we want to design campaigns for. We want to excel with a positive image and we want to have our own niche where our voice is heard. We want all children and adolescents to be informed and know our experiences. We want to do this through one voice.
Assets

• Honesty
• Share
• Love
• Truth
• Brotherhood
• Fellowship
• Friends
• Loyalty
• Organization
• Responsibility

Issues

1. Slices of life stories: How children live in their own countries and how they survive
2. Children living with HIV/AIDS
3. Rights and laws to favour children
4. Protection
5. Statements against Violence as part of our global messages
6. Empower young people
7. Talk to children about health, education among others
8. Issues affecting children and adolescents
9. Participation and role of children and youth in society
10. Children living in the street
11. Issues affecting children’s development
12. Rights and power relations

Network activities

1. Use our resources to promote issues that interest us
2. Prepare workshops, youth forums, workshops in colleges
3. Sessions where young people can express themselves freely without adult supervision
4. One minute videos where children show what they think about their rights and their needs
5. Replicate trainings received during this workshop to other children and adolescents
6. To carry out clever and creative activities taking the audience by surprise, inform in an innovative way

Regional adolescent communicators network http://www.unicef.org/lac/young_voices.html

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